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Velha Religião
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Em cada região, uma Divindade; a cada espírito Criador o seu espaço!. É o culto aos Deuses destas terras, tradição antiga mas renovada sem contudo fugir aos conceitos e preceitos do antigamente. Os nossos ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões e amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito.

No passado a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos e Celtas - daí o rótulo de Celtibero, mistura de povos Celtas e Ibéricos.  As nossas Divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores e quem teve, ou tenha a oportunidade de conhecer gentes que guardaram tais segredos, e só os transmitiram de família para familiar, entrará no mundo fascinante e poderoso da feitiçaria da Tradição Ibérica.
Como Ibéricos temos uma tradição  mui Ancestral, na qual muitas das práticas exteriores: o culto dos adoradores vulgo povo, foram absorvidas pela religião católica surgindo mais tarde em épocas festivas tais como o Entrudo, Pascoela e Natal  nada mais que as datas aproximadas das festas que foram palco dos nossos Deuses. No entanto os mistérios sempre permaneceram no segredo das Senhoras, dos Akerras, das Jãs e dos Naimen.

A adoração e o Ritual dos Deuses Peninsulares tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada Tradicionalista e claro, muito anterior à Wicca de Gardner e decorrentes. Aliás é sabido o quanto G. Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos ... e nunca os encontrou realmente, pois os Aquellares e Coevas são cerrados e o que se fala para o exterior é cauteloso.

O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses nas  varias regiões conquistadas, e assim como quiseram absorver os poderes das tribos, assim pensavam os nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências, sem contudo neles existir o verdadeiro sentido mágico-religioso. Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Próserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas que muito antes de Roma instalar-se  já os povos locais conheciam a lenda da descida da Deusa aos mundos interiores. E cinco séculos antes de Roma, haviam já chegado os Gregos e Fenícios e posteriormente Cartagineses que não nos forçaram a Religiões impostas, mas foram bastantes influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península.


A nossa Tradição tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autóctone, quase livre de influencias exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens.
Não nos poderíamos alhear também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos do litoral com os cultos de Baal Merkart  e de Tanith de Cartago aqui cultuada no seu local na Nazaré.

     Não é fácil o acesso a Coevas ... actualmente os únicos redutos detentores destes velhos segredos e cultos continuam livres de conceitos racistas e de qualquer influencia política. As Coevas mantêm-se fechadas, quais tribos vivendo o seu território e não pretendem expandir-se ou comunicar-se com outros grupos, pois tememos que uma tradição de há 600 anos, se dissolva em conceitos modernistas e muitas vezes descabidos... Não gostamos de convertidos e de certeza de que nenhum de vós encontrará ninguém a convidá-lo para se agrupar a uma coeva. Mantêm um sistema de comunicação muito próprio entre si, conhecem quem é quem na tradição e mesmo que a distância nos separe não estamos separados e  sabemos logo à partida quem são os impostores e também aqueles que poderão ter valor.
Contudo membros de Coevas não se afastam de conviver com outros e de movimentar-se no meio pagão, adorando as Divindades de cada Festival pagão, com o devido respeito e com a crença de que cada Divindade tem um papel importante na vida dos homens e no meio.

     O Panteão Ibérico é rico e tribal.  Nossos Deuses existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia  e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultuamos a :

Endovélico - o Curador, Atégina - A Deusa Mãe, Trebaruna - A Guerreira e Protectora, Bônconcios - O Guerreiro, Tongoenabiagus - O Fertilizador, Tanira - A deusa das Artes,  Nabica - A Ninfa das Florestas, Aernus - O senhor dos ventos do norte e Brigantés * - a Deusa guerreira .

*Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria - A  qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com os seus cultos.


Nós, feiticeiros Ibéricos não seguimos os actuais calendários usados na Wicca,  mas sim os calendários vivos que a própria Tradição nos ditou através dos tempos. Na Nossa Tradição há 3 Celebrações anuais básicas, O nascimento, O Apogeu e o Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar os nossos antepassados.

Usualmente, na Tradição Ibérica O culto é dirigido a uma só Deusa ou a um Deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas excepções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e NÃO existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de Deuses.
Cada Divindade tem os seus atributos e é de grande importância na  Ibérica o uso de objectos adequados e os cultos em locais apropriados ... Por ex., não iria adorar Tongoenabiagus em casa, quando se trata de Divindade de cura e das nascentes, nem faria um Circulo Wiccan  para A Atégina , ou muito menos algo da tradição druidica para a Deusa Trebaruna. Haja bom senso e respeito. . .
Pois como malditos e sem nome, pelas Coevas jurados, serão todos aqueles que profanarem a velha Tradição...!

 

Ibéria